Origem da Caipirinha

 

Um pouco sobre a história da Caipirinha – Muitos brasileiros que viajam para o exterior, certamente, conhecem muitas histórias sobre pratos típicos, bebidas ou drinques regionais, mas nem imaginam que a Caipirinha consta na nossa legislação reconhecida como patrimônio cultural brasileiro, assim como a cachaça que é a alma da caipirinha. Isso porque é comum outros países valorizarem a sua história, o que não acontece muito no Brasil.

Existem diferentes versões para a origem da bebida. Entre as fontes acadêmicas, é consenso que a caipirinha foi inventada no interior de São Paulo, havendo, no entanto, divergências quanto à razão de sua origem e à região específica no estado de São Paulo em que ela teria surgido.

Segundo aponta o historiador Luís da Câmara Cascudo, a caipirinha foi criada por fazendeiros latifundiários na região de Piracicaba, no Estado de São Paulo, durante o século XIX, como um drinque local para festas e eventos de alto padrão, sendo um reflexo da forte cultura canavieira na região. A caipirinha, em seus primeiros dias, era vista como um substituto local de boa qualidade ao uísque e ao vinho importados, sendo, a bebida, servida frequentemente em coquetéis de alta classe de fazendeiros, vendas de gado e eventos de grande notoriedade. Dessa origem de alta classe, a caipirinha logo passou para o gosto popular devido ao baixo preço de seus ingredientes, popularizando-se por todo o estado e se tornando a bebida-símbolo de São Paulo no século XIX. No início do século XX, na década de 1930, já era possível encontrá-la em outros estados, especialmente no Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Em outra versão apresentada pelo IBRAC (Instituto Brasileiro da Cachaça), a história da caipirinha começa por volta de 1918, no interior do estado de São Paulo. Nela, a caipirinha como conhecemos hoje teria sido criada a partir de uma receita popular feita com limão, alho e mel, indicada para os doentes da gripe espanhola. Como era bastante comum colocar um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico, a cachaça era sempre usada. “Até que, um dia, alguém resolveu tirar o alho e o mel. Depois, acrescentaram umas colheres de açúcar para adoçar a bebida. O gelo veio em seguida, para espantar o calor”, explica Carlos Lima, diretor-executivo do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça). Ainda segundo o mesmo, a difusão da caipirinha para o restante do Brasil teria se dado através da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo: a bebida teria ganhado grande popularidade entre os artistas do evento como um símbolo de brasilidade, e os artistas a teriam introduzido em seus estados de origem ao final do evento.

Tal versão, embora não seja inteiramente coincidente com a do historiador Luis da Câmara Cascudo, condiz com a versão do acadêmico no que tange a sua origem geográfica e quanto ao período em que a mesma teria se difundido para o restante do Brasil, divergindo no entanto a data e a razão de surgimento da bebida.

Outra versão, citada em matéria do jornal paranaense Gazeta do Povo, relata outra história, que coloca a origem do coquetel ainda mais para trás na linha do tempo, afirmando que marinheiros que passavam pelo Rio de Janeiro adicionariam limão às doses de cachaça que bebiam para evitar o escorbuto, e que teria sido uma questão de tempo até ser adicionado o açúcar. Tal referência, no entanto, não menciona quais historiadores ou acadêmicos defendem tal tese.

 

Caipirinha – Bebida de sabor ácido, aroma cítrico e paladar agradável, dando água na boca, a Caipirinha entrou em 1997 para o seletíssimo grupo de Cocktails da I.B.A (International Bartender’s Association), sendo assim divulgada em mais de 50 países e oferecida nos principais cardápios de bares e restaurantes mais famosos do planeta, pelos maiores Mestres da Arte da Coquetelaria. Este foi mais um grande empurrão para que em breve creia eu, possa tornar-se um dos cocktails mais apreciados e conhecidos mundo afora.

(Fonte: Paulo Avelino Jacovos – Associação Brasileira de Bartenders)

 

 

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